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Comércio Brasil-China tem novos recordes em 2021

por Thiago Medeiros publicado 05/05/2022 17h26, última modificação 05/05/2022 17h38
Colaboradores: Esther Locatelli e Márcia Paixão.
Destaque produzido por Thiago Medeiros, graduando em Relações Internacionais, voluntário extensionista do Probex COMEX.

Desde 2009, a China ocupou a posição de principal parceiro comercial brasileiro. Em meio à crise que afetava a Europa e os Estados Unidos desde 2008, o país asiático desbancou a posição ocupada confortavelmente pelos americanos por quase 100 anos.


Desde então as relações entre ambos os países tem se mostrado cada vez mais forte com o passar dos anos. Em 2021, uma série de novos recordes comerciais foram estabelecidos. As exportações brasileiras ao país asiático chegaram à marca de US$ 87,9 bilhões - 31,28% do volume total exportado em 2021, números impulsionados por commodities minerais e agrícolas com destaque para minério de ferro (US$ 28,8 bilhões), soja (US$ 27,2 bilhões) e petróleo (US$ 14,3 bilhões).

Além do novo recorde nas exportações que representou um crescimento de 29,4% em relação a 2020, as importações brasileiras da China, por sua vez, chegaram a um novo patamar, de US$ 47,6 bilhões - 21,72% do volume total importado, correspondendo a um salto de 36% em relação ao ano de 2020.

O fluxo comercial sino-brasileiro resultou numa corrente comercial inédita de US$ 135,4 bilhões com um superávit favorável ao Brasil de US$ 40 bilhões, maior superávit já registrado com um único país. O antigo recorde também havia sido registrado com os chineses em 2020, foi de US$ 33 bilhões. O gigante asiático foi o país que mais contribuiu com o superávit do Brasil com o mundo em 2021, que chegou a US$ 61 bilhões - participação de 65% do total.

Esses novos recordes se deram sobretudo devido à forte alta de preços dos produtos vendidos pelo Brasil. O país caminha para uma dependência comercial cada vez maior do chamado Império do Meio. Para fins de comparação, o segundo principal parceiro comercial brasileiro, os EUA, responderam por US$ 31,104 bilhões das exportações brasileiras (11,09% do total) e por US$ 39,382 bilhões (17,95% do total) das importações, resultando num déficit de US$ 8,278 para o Brasil.