Você está aqui: Página Inicial > Contents > Notícias > CCA inaugura Banco Vermelho: um convite à reflexão e à ação no combate à violência contra a mulher
conteúdo

Notícias

CCA inaugura Banco Vermelho: um convite à reflexão e à ação no combate à violência contra a mulher

por Ivandro Candido publicado: 23/03/2026 10h27, última modificação: 23/03/2026 10h27

 Captura de tela 2026-03-23 100517.png

O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizou mais uma importante ação no combate à violência e ao assédio contra as mulheres. Como parte das atividades institucionais alusivas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Centro inaugurou o seu "Banco Vermelho", em evento realizado no dia 16 de março. A cerimônia contou com a presença da Vice-Reitora da UFPB, Mônica Nóbrega, da Pró-Reitora de Gestão de Pessoas, Mirela Rocha, da Diretoria do CCA, além de outras autoridades e membros da comunidade acadêmica presentes na ocasião.

A iniciativa integra uma mobilização nacional, com a adesão da UFPB, realizada por meio de uma parceria entre o Centro de Referência de Políticas de Prevenção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres da UFPB (CoMu) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Ao todo, está prevista a instalação de oito bancos em locais de grande circulação nos campi da instituição, incluindo Areia, Bananeiras, Rio Tinto e João Pessoa.

Os bancos instalados na UFPB trazem uma mensagem de forte impacto: “Este lugar poderia estar ocupado por uma mulher, mas a violência impediu”. Segundo a diretora da CoMu, professora Valéria Rufino, a palavra “lugar” remete tanto ao próprio banco enquanto objeto físico quanto ao espaço dentro da instituição, buscando promover uma reflexão profunda sobre a violência de gênero no ambiente universitário e na sociedade.

O Valor do Símbolo: Mais do que um banco, um alerta

É natural que iniciativas de conscientização gerem reflexões sobre o seu alcance prático no dia a dia. Contudo, é fundamental compreender o papel transformador dos símbolos. O Banco Vermelho não é uma ação isolada, tampouco substitui as necessárias políticas institucionais de segurança e proteção; ele as complementa ao atuar na raiz do problema: a invisibilidade da cultura de violência. A verdadeira mudança estrutural começa quando o problema é exposto à luz.

Como pontua o Instituto Banco Vermelho, criado em 2023, a instalação é um convite a “sentar e refletir, levantar e agir”. Este banco vazio não é apenas um espaço físico na praça ou no corredor, mas a representação dolorosa de uma ausência que não deveria existir. O símbolo internacional nos lembra diariamente que, por trás das frias estatísticas de feminicídio, há histórias interrompidas e sonhos silenciados que deveriam estar presentes em nossas casas, escolas e universidades.

Falar sobre violência de gênero é uma responsabilidade coletiva. Que este espaço vazio no CCA não seja visto apenas como um objeto, mas que nos inspire ao compromisso contínuo de construir, juntos, uma sociedade onde nenhuma mulher tenha sua vida interrompida simplesmente por ser mulher.

Captura de tela 2026-03-23 100436.png